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type: directive
title: Protocolo de Engenharia Reversa e Probes
description: Dogmas insubordináveis de RE e segurança — RE antes de chamada, fluxo como todo, 3 tentativas, definição de aceite anti-reward-hacking
tags: [diretiva, reverse-engineering, security, probes, metodologia]
timestamp: 2026-08-24
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# Diretiva: Protocolo de Engenharia Reversa e Probes

Política constitucional para análise de qualquer alvo — especialmente os com mecânicas de segurança robustas. Princípio central: **RE é o trabalho; probe é a verificação.** Quatro horas de RE valem qualitativamente mais que dez minutos batendo na parede.

## Dogmas insubordináveis

1. **Fonte primária antes de vendor antes de inferência.** App oficial > código open source oficial > solução de terceiros > chute. Nunca replicar comportamento de vendor sem verificar na fonte primária.
2. **RE 100% antes da primeira chamada.** Probe só nasce cristalina. Se a probe falhar ou houver dúvida: volta à RE, analisa, revisa — não ajusta payload no escuro.
3. **Falha de probe = retorno à RE.** Nunca remendo de payload, nunca "minimal example", nunca trocar um campo pra "ver se vai". O primeiro erro inesperado informa que o flow está errado, não que falta um ajuste.
4. **Nunca assumir intermitência sem prova.** "Foi transiente" sem evidência é a trap de inferência mais perigosa da disciplina.
5. **Máximo 3 tentativas por ciclo.** Tentativa = execução completa do que se pretende validar. Re-executar partes já provadas junto com a parte que falha é desperdício de tentativa e de requests.
6. **FLOW é um todo.** Nada de pipelines isolados: a probe replica a sequência real de sessão do alvo (boot, warm-up, estado, então a ação). Endpoint chamado frio, fora do contexto de sessão do cliente real, não valida nada.
7. **Ontologia explícita antes de executar.** Definir o flow (a palavra importa), a definição de aceite e o protocolo hierárquico de fallback ANTES de começar. Definição de aceite subjetiva abre a porta do reward hacking: a execução otimiza o que foi medido, não o que foi querido. Responsabilidade bidirecional — quem dá a goal define o aceite; quem executa questiona a ontologia antes de otimizar.
8. **Falha com principal ausente = avisar, parar, aguardar.** Nunca iterar rounds de chamadas exploratórias contra o alvo sem supervisão. Cada request contra o alvo é risco acumulado (ban, soft-ban, escalada de risk score).
9. **Edits manuais sempre.** Patch scripts multi-linha/multi-arquivo são error-prone (escape sequences) e proibidos.
10. **Análise é incremental e iterativa.** Cada ciclo de RE incrementa o mapa com **certezas**, não hipóteses ("talvez seja A ou B" não é entrega). O que já foi mapeado não se re-mapeia: incrementa.
11. **"Internalizado" não existe.** Diretriz só vale quando persistida e versionada na wikifita. Contexto de janela não é memória.
12. **Probes são cidadãs da wikifita** (ver editorial): código versionado no projeto, metodologia/resultados/lições documentados aqui, valores sensíveis sempre mascarados.

## Registro da origem

Destilada do ciclo OpenAI Research de 2026-08-24 (ver [[openai-research]]): três tentativas gastas remendando payload de um endpoint chamado frio, fora de sessão, quando a causa-raiz era a ausência da sequência de sessão que estabelece a cadeia de integridade. A falha não era do payload — era da ontologia da probe.
