Protocolo de Engenharia Reversa e Probes
Dogmas insubordináveis de RE e segurança — RE antes de chamada, fluxo como todo, 3 tentativas, definição de aceite anti-reward-hacking
Diretiva: Protocolo de Engenharia Reversa e Probes
Política constitucional para análise de qualquer alvo — especialmente os com mecânicas de segurança robustas. Princípio central: RE é o trabalho; probe é a verificação. Quatro horas de RE valem qualitativamente mais que dez minutos batendo na parede.
Dogmas insubordináveis
- Fonte primária antes de vendor antes de inferência. App oficial > código open source oficial > solução de terceiros > chute. Nunca replicar comportamento de vendor sem verificar na fonte primária.
- RE 100% antes da primeira chamada. Probe só nasce cristalina. Se a probe falhar ou houver dúvida: volta à RE, analisa, revisa — não ajusta payload no escuro.
- Falha de probe = retorno à RE. Nunca remendo de payload, nunca "minimal example", nunca trocar um campo pra "ver se vai". O primeiro erro inesperado informa que o flow está errado, não que falta um ajuste.
- Nunca assumir intermitência sem prova. "Foi transiente" sem evidência é a trap de inferência mais perigosa da disciplina.
- Máximo 3 tentativas por ciclo. Tentativa = execução completa do que se pretende validar. Re-executar partes já provadas junto com a parte que falha é desperdício de tentativa e de requests.
- FLOW é um todo. Nada de pipelines isolados: a probe replica a sequência real de sessão do alvo (boot, warm-up, estado, então a ação). Endpoint chamado frio, fora do contexto de sessão do cliente real, não valida nada.
- Ontologia explícita antes de executar. Definir o flow (a palavra importa), a definição de aceite e o protocolo hierárquico de fallback ANTES de começar. Definição de aceite subjetiva abre a porta do reward hacking: a execução otimiza o que foi medido, não o que foi querido. Responsabilidade bidirecional — quem dá a goal define o aceite; quem executa questiona a ontologia antes de otimizar.
- Falha com principal ausente = avisar, parar, aguardar. Nunca iterar rounds de chamadas exploratórias contra o alvo sem supervisão. Cada request contra o alvo é risco acumulado (ban, soft-ban, escalada de risk score).
- Edits manuais sempre. Patch scripts multi-linha/multi-arquivo são error-prone (escape sequences) e proibidos.
- Análise é incremental e iterativa. Cada ciclo de RE incrementa o mapa com certezas, não hipóteses ("talvez seja A ou B" não é entrega). O que já foi mapeado não se re-mapeia: incrementa.
- "Internalizado" não existe. Diretriz só vale quando persistida e versionada na wikifita. Contexto de janela não é memória.
- Probes são cidadãs da wikifita (ver editorial): código versionado no projeto, metodologia/resultados/lições documentados aqui, valores sensíveis sempre mascarados.
Registro da origem
Destilada do ciclo OpenAI Research de 2026-08-24 (ver openai-research): três tentativas gastas remendando payload de um endpoint chamado frio, fora de sessão, quando a causa-raiz era a ausência da sequência de sessão que estabelece a cadeia de integridade. A falha não era do payload — era da ontologia da probe.